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5 de out. de 2010

Fungo mortal já ameaça nove espécies de morcegos americanos


Taxas de mortalidade variam de 75% até a 100%
por John Platt
Al Hicks/US Fish and Wildlife Service

Morcegos exibindo sinais da síndrome do nariz branco

Uma infecção fúngica mortal que aflige os Quirópteros, conhecida como síndrome do nariz branco (WNS), foi relatada em uma nova espécie de morcego nos Estados Unidos. Esta é a nona espécie em que foi observado esse tipo de infecção. De acordo com o Center for Biological Diversity, a WNS já infectou 20% das espécies de morcegos de toda a América do Norte.

A última vítima é o Myotis austroriparius, que vive na planície aluvial do Mississipi. O morcego infectado foi encontrado no Parque Estadual Pocahontas, na Virgínia. Ele morreu logo depois de ser capturado pelo Departamento de Pesca local.

O fungo que causa a WNS vive na pele facial dos morcegos e nas membranas de vôo, possivelmente levando-os a morrer de fome. Nas cavernas onde os morcegos são encontrados foram realizadas pesquisas que confirmam taxas de mortalidade variando de 75% a 100%. Essa infecção já matou pelo menos 1 milhão de morcegos espalhados por todos os Estados Unidos desde que o fungo foi observado pela primeira vez no Estado de Nova York em 2006.

A WNS também foi descoberta recentemente em Ontário e Quebec. Cavernas em muitos estados foram fechadas para evitar a presença de seres humanos, possivelmente os responsáveis pela propagação do fungo. Os cientistas ainda não sabem qual o sistema de propagação desse fungo e nem como prevenir ou curar.

Arroz branco aumenta risco de diabetes tipo 2


Arroz branco aumenta risco de diabetes tipo 2
Pesquisa de Harvard registra notável diferença nas taxas da doença entre quem comia arroz branco e os que consumiam o integral
por Katherine Harmon
iStockphoto / Elenathewise



O arroz branco é o novo integrante da lista crescente de carboidratos refinados com risco de causar diabetes, segundo um novo estudo que verificou grande probabilidade no aumento do risco de diabetes tipo 2 para consumidores de arroz branco.

O processo de “limpeza” do arroz, que o transforma de integral para branco, aumenta o índice glicêmico do grão (medida da capacidade de um carboidrato de elevar a quantidade de açúcar no sangue). “As novas descobertas têm implicações na saúde publica, pois mais de 70% do arroz consumido é branco”, observou Qi Sun, líder do estudo do Departamento de Nutrição da Harvard School of Public Health. Os resultados foram publicados no dia 14 de junho na Archives of Internal Medicine.

Avaliando a saúde, os hábitos alimentares e o estilo de vida de 197.228 adultos, os pesquisadores encontraram uma notável diferença nas taxas de diabetes tipo 2 entre aqueles que comiam arroz branco e os que consumiam arroz integral.

Aqueles que consumiam, pelo menos, cinco porções (150 gramas cada) de arroz branco por semana tinham risco de 17% de ter diabetes do tipo 2 do que aqueles que quase não comiam arroz branco. E as pessoas que comiam pelo menos duas porções de arroz por semana tinham risco de 11% de contrair a doença. Os autores calcularam que a substituição de arroz branco por integral reduziria as chances de diabetes tipo 2 em 16%.

O arroz integral, no entanto, não parece ser o grão mais eficaz para prevenção de diabetes. Os pesquisadores descobriram que a substituição de cerca de 50 gramas por outros grãos integrais (como trigo ou cevada) pode reduzir o risco de diabetes em até 36%.

Em algumas partes do mundo, como o Japão, o arroz pode ser responsável por quase 30% do consumo energético diário, disse Sun. No entanto, os pesquisadores concluíram em seu estudo, "de um ponto de vista da saúde pública, a substituição de grãos refinados, como o arroz branco, por grãos integrais, incluindo o próprio arroz, deve ser recomendada para ajudar a prevenir diabetes tipo 2”.

Alternativa a células-tronco embrionárias causa polêmica


Células-tronco de pele adulta podem gerar dilemas éticos tão grandes quanto as do tipo embrionário
por Sally Lehrman
iStockphoto

Células iPS talvez não sejam a melhor alternativa, discutem os cientistas

Quando pesquisadores demonstraram pela primeira vez, em 2007, que células da pele humana poderiam ser reprogramadas para se comportar como células-tronco – que podem se diferenciar completamente em outros tipos de células – tanto cientistas quanto políticos exultaram. Todo o potencial das células-tronco embrionárias poderia ser aproveitado com as novas técnicas – sem a controvérsia política e moral associada à destruição de óvulos fertilizados.

Esse otimismo, entretanto, pode ser precipitado. Essas células transformadas, conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas ou células iPS (do inglês induced pluripotent stem cells), na verdade apresentam dilemas éticos igualmente preocupantes, de acordo com bioeticistas presentes no encontro anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células-Tronco. Não apenas permanecem muitos dos desafios éticos apresentados pelas células-tronco embrionárias, mas a relativa facilidade e baixos custos das técnicas de células iPS, combinados com a acessibilidade das mesmas, tornam premente a necessidade de se abordar possibilidades com ares futurísticos como a criação de gametas para reprodução. Cientistas já relataram progressos na produção de células precursoras de óvulos e espermatozoides tanto de linhagens de células-tronco iPS quanto embrionárias.

Embora aperfeiçoar o processo possa demorar mais uma década, “devemos começar a pensar cuidadosamente sobre isso agora”, observa Kazuto Kato, bioeticista da Universidade de Quioto, no Japão. Para se assegurar que os gametas funcionem normalmente, por exemplo, pesquisadores necessitarão produzir embriões e depois destruí-los, prática moralmente questionável com proibições e políticas diferentes ao redor do mundo. Espermatozoides e óvulos de células da pele poderiam, por fim, ser usados para fins reprodutivos, possibilitando a procriação em qualquer idade e utilizando-se tecidos tanto de pessoas vivas quanto mortas. Em clínicas de fertilidade as células iPS permitiriam aos futuros pais escolher embriões com as características desejadas mais facilmente do que conseguem com a tecnologia convencional de reprodução assistida. As possibilidades levantam uma questão radical sobre o status moral das células humanas, observa Jan Helge Solbakk, chefe de pesquisa do Centro para Ética Médica da Universidade de Oslo, na Noruega, e presidente do comitê de ética e política pública da Sociedade.

Embora Kato considere a clonagem humana reprodutiva direta de linhagens de células iPS “muito hipotética”, ele aponta o progresso nesse sentido quando observa que três equipes já produziram ratos clonados de células iPS. Menos dispendioso e mais eficiente que o processo que produziu a ovelha Dolly, a abordagem iPS também evitaria o vocabulário utilizado em muitas proibições atuais de clonagem humana reprodutiva. Alguns bioeticistas já solicitaram uma nova proibição internacional que claramente impeça a criação de um clone humano em parte por conta das tentadoras possibilidades de uso em pesquisa de embriões em estágios iniciais.

Preocupações mais imediatas estão relacionadas com o controle da doação de tecidos cultivados a partir de células iPS. “Biobancos” no mundo todo já armazenam material biológico e dados relativos a ele para pesquisa, e muitos não solicitam consentimento para uso futuro desde que o material não possa mais ser relacionado ao doador. O potencial de longo alcance da pesquisa com iPS, combinado com a possibilidade das linhagens de células permanecerem ligadas a um único doador (e ao histórico de saúde desse doador), reforçam a necessidade de um consenso sobre a questão, observa Timothy Caulfield, diretor de pesquisa do Instituto de Direito Sanitário da University of Alberta, em Edmonton.

Tal consenso, entretanto, pode ser difícil de obter. Em uma pesquisa sobre atitudes, Caulfield notou uma tendência: pesquisadores clínicos, pacientes participantes, especialistas em privacidade e o público em geral discordam sobre se o consentimento seria necessário para cada novo uso do tecido doado ou se bastaria um consentimento geral. E como um doador de células arrependido faria para desistir caso linhagens de células iPS tivessem sido distribuídas para o mundo todo? As normas internacionais básicas de consentimento e desistência para pesquisas podem não se aplicar mais. “Temos de reconhecer todas as questões complicadas que a pesquisa de iPS está acarretando e ter uma noção de como as políticas e leis existentes funcionam”, acrescenta Caulfield.

Alguns eticistas sugerem que doadores de tecido merecem participar do tremendo potencial comercial das linhagens de células iPS que servem como modelos de doenças, plataformas de testes de medicamentos e tratamentos. Novas parcerias poderiam considerar as contribuições dos doadores e dos laboratórios que cultivam e mantêm as linhagens de células iPS. Solbakk sugere que os doadores possam receber alguma compensação monetária e ter o direito de excluir determinados usos para as células iPS, como a criação de gametas ou espécies mestiças, ou então ter voz ativa no curso geral da pesquisa.

O comitê de ética da Sociedade de Células-Tronco está trabalhando em um documento a der divulgado até o final do ano no qual discorre sobre os direitos dos doadores de tecido e faz recomendações. Solbakk também espera realizar mais fóruns públicos para esclarecer os avanços na pesquisa e ao mesmo tempo estimular a reflexão sobre os aspectos éticos. Ele declarou que a Sociedade continuará com seus esforços para evitar excessos nesse campo, como disponibilizar um novo website no intuito de ajudar pacientes a avaliar declarações de clínicas que ofereçam tratamentos de células-tronco e até mesmo indicar uma clínica para avaliação por parte da Sociedade. Acrescenta que “o recurso mais vulnerável é a confiança”.

Vetado novo medicamento antiobesidade


Comissão consultiva da FDA vê riscos maiores que benefícios
por Katherine Harmon
iStockphoto



O caminho problemático de drogas para dietas continua polêmico, especialmente depois de um parecer para a Food and Drug Administration (FDA) que recomenda à agência não aprovar um novo medicamento antiobesidade.

A nova droga, chamada lorcaserin, age sobre o cérebro pela serotonina, um neurotransmissor envolvido no apetite, digestão, humor e outras funções. A serotonina desempenha também papel no sistema cardiovascular. A dieta com as drogas fen-phen (fenfluramina e fentermina) foi retirada do mercado na década de 1990 após ter sido relacionada a problemas nas válvulas do coração. Quando administrado em doses elevadas, o novo medicamento também desenvolveu muitos tumores nos ratos (embora testes em seres humanos não tenham sido associados a aumento do risco de câncer). "Em minha opinião, os riscos do medicamento superam os benefícios potenciais", disse Heidi Connolly, membro da comissão da FDA e professora de medicina da Mayo Clinic, à Bloomberg News.

Outros membros da comissão, no entanto, destacaram mais o nível questionável de eficácia do que preocupações sobre a segurança, durante a votação final, que terminou com nove votos contrários a cinco favoráveis. "Realmente não vejo problemas com o risco", disse Eric Felner, endocrinologista pediatra da Emory University, a The New York Times.

Qnexa, outra droga para dieta, foi rejeitada pela comissão em julho. E ainda há uma reunião marcada para avaliar uma nova droga chamada Contrave – último dos três possíveis novos tratamentos. Embora a FDA não seja obrigada a seguir as sugestões da comissão consultiva, muitas vezes decide sob suas decisões. A empresa que fabrica a lorcaserin, Arena Pharmaceuticals, prosseguirá tentando a aprovação da FDA.

Muitos pesquisadores do campo das drogas para dieta continuam céticos sobre o surgimento de uma panacéia farmacêutica para combater a epidemia crescente da obesidade, apesar de grandes incentivos para desenvolver uma droga eficiente. Outro possível revés para o campo é a Meridia (sibutramina), medicamento que já está no mercado e pode ser retirado das prateleiras dos Estados Unidos. A sua utilização tem sido associada ao acidente vascular cerebral e ataques cardíacos, e a FDA abrirá votação para impedir sua venda.

Como evitar a extinção dos vaga-lumes?


Museu de Boston lança programa para avaliar situação desse inseto
por John Platt
Wikipedia

Vaga-lume (Photuris lucicrescens): observações diminuem a cada ano

Os pirilampos estão desaparecendo? Ninguém sabe ao certo, mas com base em evidências empíricas as populações parecem estar desaparecendo, com menos observações a cada verão do hemisfério norte. Infelizmente, os insetos bioluminescentes sempre foram tão onipresentes em pátios e parques por tanto tempo que quase ninguém se preocupou em estudá-los. Agora, o Museu de Ciência em Boston quer ajudar a descobrir se alguma das dezenas de espécies norte-americanas de vaga-lumes dos Estados Unidos e do Canadá estão em perigo.

O museu, juntamente com pesquisadores da Tufts University, estão executando o Firefly Watch, projeto de 10 anos (atualmente em seu terceiro ano), em que voluntários podem observar vaga-lumes em seus quintais e enviar os dados para um site onde os cientistas podem usá-los para a pesquisa de tendências da população [os leitores brasileiros também podem participar].

O projeto já tem alguns resultados surpreendentes, como vaga-lumes vistos a oeste das Montanhas Rochosas, bem fora do seu hábitat natural. "O que significa isso?"

A temporada de vaga-lumes na América do Norte é muito longa (geralmente vai de maio a agosto) e, para participar, os voluntários precisam gastar apenas 10 minutos por semana para a coleta de dados, como a temperatura externa, o número de vaga-lumes observados (mesmo que esse número seja zero), as condições de iluminação local (poluição luminosa é uma possível causa de declínios das espécies), e o tempo da observação.

O site Firefly.org tem algumas dicas sobre como fazer seu quintal mais hospitaleiro para vaga-lumes, incluindo a adição de uma pequena lagoa, desligar as luzes de fora, evitar pesticidas, cortar com menor frequência seu gramado e adicionar minhocas no solo como fonte de alimento para larvas de vaga-lumes.

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