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1 de mar. de 2016

Lista de exercicios - GENÉTICA

01. (UDESC) Sabe-se que o daltonismo é uma herança ligada ao sexo, e que o albinismo é condicionado por um gene recessivo localizado em um cromossomo autossômico. Um casal, em que ambos são heterozigotos para a pigmentação da pele; o homem e a mulher têm visão normal, sendo ela filha de pai daltônico, deseja saber qual a possibilidade de terem um filho albino e daltônico. Assinale a alternativa que apresenta o percentual probabilístico.
a) 50%.
b) 6,25%.
c) 33%.
d) 25%.
e) 0%.
02. (UPE) Sabe-se que a miopia é determinada pela ação de um gene recessivo autossômico m. Um casal de visão normal, cujas mães eram míopes, teve 3 filhas, todas com visão normal. Qual a probabilidade de o próximo filho ser do sexo masculino com visão normal?
a) 3/4.
b) 1/4.
c) 1/2.
d) 3/8.
e) 1/8.
03. (FBV) A compreensão dos fenômenos relacionados à hereditariedade dos seres vivos tornou-se possível a partir do entendimento dos princípios básicos da genética. A respeito de alguns conceitos genéticos fundamentais que aparecem destacados em itálico nas proposições abaixo, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as alternativas falsas.
I   II
0  0 – Um gene pode ser definido como um trecho de molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA) que atua como modelo para a fabricação de um ácido ribonucleico (RNA), o qual pode conter informação para a síntese de uma proteína específica.
1  1 – Por exemplo, quando falamos da cor das flores de uma planta, da cor da pelagem de um cão ou do tipo sanguíneo de uma pessoa, estamo-nos referindo aofenótipo; já quando dizemos, por exemplo, que uma planta possui genes para flor vermelha ou que uma pessoa possui genes para um dado tipo sanguíneo, fazemos referência ao genótipo.
2  2 – Entende-se como genoma o quadro cromossômico diploide padronizado de uma espécie, no qual se levam em consideração o número, as formas e os tamanhos dos cromossomos, tomando-se para protótipo um indivíduo normal daquela espécie.
3  3 – O cariótipo espelha a constante cromossômica dos gametas ou células sexuais de reprodução, que são sempre haploides e cujo papel é manter no zigoto o número de cromossomos característico de uma espécie.
4  4 – A heterozigose é definida como uma qualidade do heterozigoto, isto é, indivíduo que possui genes diferentes num único par de alelos.
04. (COVEST) Miopia e fenilcetonúria decorrem da ação de genes recessivos autossômicos (fenilcetonúria resulta da incapacidade de transformar a fenilalanina em tirosina). A partir dos dados fornecidos no heredograma abaixo, determina e probabilidade do casal II1 X II2 ter uma criança, do sexo masculino e normal para as duas características em questão.
04
a) 3/8.
b) 1/16.
c) 3/16.
d) 3/24.
e) 1/2.
05. (UECE) Sabe-se que em determinada população manifestam-se 3 (três) tipos de alelos Ax  > Ay > Az e que a relação de dominância é Ax > Ay > Az. Suponha que numa população hipotética de 15.000 indivíduos, este caso de polialelia se expresse de acordo com o quadro abaixo.
05
Partindo dessa suposição, pode-se concluir corretamente que a frequência de fenótipos que expressam o gene Az é de:
a) 75%.
b) 50%.
c) 25%.
d) 10%.
e) 20%.
06. (UFSCAR) Em drosófila, o caráter cerdas retorcidas é determinado por um gene recessivo e ligado ao sexo. O alelo dominante determina cerdas normais (não retorcidas). Uma fêmea heterozigota foi cruzada com um macho normal. A descendência esperada será de:
a) 50% de machos e 50% de fêmeas normais e 50% de machos e 50% de fêmeas com cerdas retorcidas.
b) 50% de machos normais, 50% de machos com cerdas retorcidas e 100% de fêmeas normais.
c) 100% de machos normais, 50% de fêmeas com cerdas retorcidas e 50% de fêmeas normais.
d) 100% de machos com cerdas retorcidas e 100% de fêmeas normais.
e) 100% de machos normais e 100% de fêmeas com cerdas retorcidas.
07. (COVEST) Em um dos modelos propostos para a determinação da cor dos olhos na espécie humana (herança quantitativa), são considerados cinco diferentes fenótipos. Na descendência de pais heterozigóticos para os locos determinantes desta característica, foram observados os dados apresentados no quadro abaixo. Analise-os, juntamente com o gráfico, e identifique a correção das proposições abaixo.
07
I  II
0  0 – Três pares de alelos justificam os resultados apresentados.
1  1  – Nos indivíduos de olhos castanho-claros, os locos em questão podem estar em homozigose ou em heterozigose.
2  2 – Indivíduos de olhos verdes apresentam homozigose em apenas um dos locos em questão.
3  3 – A probabilidade do nascimento de duas crianças de olhos azuis, a partir de um casal genotipicamente igual ao do exemplo dado, é de aproximadamente 0,004.
4  4 – A probabilidade do casal indicado em (3-3) ter duas crianças, sendo uma de olhos castanho-claros e uma de olhos verdes é de 3/16.
08. (UEPB) Um indivíduo (AB) (ab) é cruzado com outro (ab) (ab), produzindo a seguinte geração:
– (aB) (ab) ……. 24
– (Ab) (ab) ……. 27
– (ab) (ab) ……. 396
– (AB) (ab) …… 403
De posse dos resultados acima, a frequência de permutação entre A e B é:
a) 10 %.
b) 6 %.
c) 12 %.
d) 8 %.
e) 4 %.
09. (UPE) Antônio e Mara pretendem ter filhos. Entretanto, como em suas famílias há indivíduos hemofílicos e/ou albinos, embora ambos sejam normais para essas características, resolveram procurar aconselhamento de um especialista e relataram o seguinte:
– Os pais de Antônio e a mãe de Mara são normais para essas características, entretanto, o pai de Mara é albino e hemofílico.
– O avô materno de Antônio era hemofílico.
– Do seu primeiro casamento, Antônio tem uma filha albina.
Com base nos dados acima e considerando que o tipo de hemofilia apresentado é de herança recessiva ligada ao cromossomo X e o albinismo, de herança autossômica recessiva, analise as informações.
I. A probabilidade de o casal ter uma criança albina e hemofílica será de 1/16, independente do sexo.
II. Dentre as crianças do sexo masculino, o casal terá 1/2 de probabilidade de ter um filho albino e hemofílico.
III. Dentre as crianças do sexo feminino, o casal terá 0% de probabilidade de ter uma filha albina e hemofílica.
IV. Como Antônio e Mara são portadores do alelo para a hemofilia, transmitido para Antônio através de seu avô e para Mara, através de seu pai, o casal tem 1/4 de probabilidade de gerar uma criança com essa característica, independente do sexo.
V. Como Antônio tem uma filha albina, independente do genótipo de Mara, o casal terá 1/2 de probabilidade de ter uma criança albina.
Assinale a alternativa que contempla a(s) informação(ões) declarada(s) corretamente pelo geneticista.
a) I e III.
b) II e IV.
c) IV e V.
d) Apenas a II.
e) Apenas a III.
10. (UNESP) O esquema mostra a genealogia de uma família. Os símbolos escuros representam os indivíduos míopes e, os claros, os indivíduos de visão normal.
10
A probabilidade do casal I x II, indicado no heredograma, ter uma criança míope é:
a) Imprevisível, porque a mulher tanto pode ser homozigota como heterozigota.
b) Nula, porque a mulher tem o gene dominante em homozigose.
c) 1/2, porque 50% dos gametas da mulher transportam o gene recessivo.
d) 1/4, porque o casal já tem três filhos com visão normal.
e) 1/4, porque o gene para a miopia é recessivo.
11. (URCA) Em porquinho da índia (Cavia porcellus) a característica “pelo curto” é condicionada por um gene dominante enquanto o “pelo longo” é condicionado por um par de genes recessivos, não ligados ao sexo. Um casal desses animais apresentam “pelo curto”, e suas mães tinham “pelos longos”. Desse casal espera-se uma prole, de:
a) 75% de homozigotos.
b) 25% de homozigotos e 25% de heterozigotos.
c) 50% de homozigotos e 50% de heterozigotos.
d) 50% de pelos longos e 50% de pelos curtos.
12. (UEL) Na meiose de um indivíduo AB/ab, ocorre crossing-over entre esses genes em 40% das células. A frequência de gametas AB, Ab, aB e ab produzidos por esse indivíduo deve ser, respectivamente:
a) 10%, 40%, 40% e 10%.
b) 30%, 20%, 20% e 30%.
c) 30%, 30%, 20% e 20%.
d) 40%, 10%, 10% e 40%.
e) 40%, 40%, 10% e 10%.
13. (MACK) Um homem de visão normal e com número normal de dedos casa-se com uma mulher polidáctila e daltônica. Sabendo-se que a polidactilia é uma herança autossômica dominante, assinale a alternativa correta.
a) Esse casal poderá ter uma filha polidáctila e daltônica.
b) A mãe dessa mulher terá obrigatoriamente o mesmo genótipo para o daltonismo que ela.
c) O pai dessa mulher é daltônico.
d) A mulher é obrigatoriamente filha de pai e mãe polidáctilos.
e) Os filhos homens desse casal serão sempre daltônicos e não polidáctilos.
14. (PUC-PR) Quando duas populações da espécie vegetal Zea mays (milho), uma homozigota para o alelo dominante (AA) e uma homozigota para um alelo recessivo (aa), são cruzadas, toda a descendência da primeira geração (F1) assemelha-se ao tipo parental dominante (Aa), embora seja heterozigota. Porém, quando a geração F1 se intercruza, a proporção fenotípica mendeliana 3:1 aparecerá na geração F2, pois os genótipos serão:
a) 1/2 AA e 1/2 aa.
b) 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa.
c) 1/3 AA e 1/4 aa.
d) 1/4 Aa, 1/2 AA e 1/4 aa.
15. (UNISC) No albinismo tirosinase-negativo não há produção da enzima tirosinase, participante de etapas do metabolismo que transforma o aminoácido tirosina em melanina. O locus do gene que codifica esta enzima localiza-se no cromossomo 11 e pode conter o alelo normal A ou o recessivo a. Um casal normal que possui quatro filhos todos normais deseja ter um novo filho. Sabendo-se que a herança desta característica é autossômica recessiva e que o avô paterno e a avó materna das crianças eram albinos, qual será a probabilidade de o bebê vir a ser albino?
a) 0%.
b) 25%.
c) 50%.
d) 75%.
e) 100%.
16. (UNIFOR) A fenilcetonúria é uma doença que acomete aproximadamente 1 em cada 10.000 indivíduos nascidos vivos da população caucasiana, sendo identificado vários casos no Nordeste brasileiro, caracterizada pelo acúmulo de fenilalanina na corrente sanguínea e aumento da excreção urinária de ácido fenilpirúvico e fenilalanina, em decorrência da ausência da enzima fenilalanina hidroxilase. Esta última está envolvida na hidroxilização da fenilalanina em tirosina que, por sua vez, participa da síntese de melanina. O acúmulo de fenilalanina no organismo resulta em deficiência mental.
Fonte: http://www.infoescola.com/doencas/fenilcetonuria/Acesso em 29 abr. 2015. (com adaptações)
Considerando o texto acima, sobre a fenilcetonúria, marque a alternativa correta:
a) A fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo causado por infecções bacterianas.
b) O acúmulo de fenilalanina no organismo ocorre por ação de parasita intracelular.
c) A fenilcetonúria pode ser transmitida através de transfusões sanguíneas.
d) A tirosina é um aminoácido não essencial, portanto sua deficiência é insignificante.
e) A fenilcetonúria é resultante de mutação no gene da enzima fenilalanina hidroxilase.
17. (UEPG) O alelo para a cor amarela da semente de ervilha é dominante sobre o alelo para cor de semente verde. Por sua vez, o alelo para formato da ervilha lisa é dominante sobre o alelo para formato rugoso. Do cruzamento entre plantas puras com semente lisa e amarela com plantas de semente verde e rugosa foi obtida a geração 1 (F1). Do intercruzamento de plantas da geração 1 (F1) foi obtida a geração 2 (F2). Com relação às proporções genotípicas e fenotípicas esperadas nas gerações F1 e F2, assinale o que for correto.
01. A proporção fenotípica da geração 1 (F1) é de 50% de plantas lisas e amarelas e 50% de plantas rugosas e verdes.
02. Na geração F2 é esperada uma proporção fenotípica de 9/16 lisas e amarelas, 3/16 lisas e verdes, 3/16 rugosas e lisas e 1/16 rugosas e verdes.
04. A proporção genotípica da geração 2 (F2) é de 25% homozigotas dominantes, 50% heterozigotas e 25% homozigotas recessivas.
08. O genótipo das plantas rugosas e verdes é sempre duplo dominante.
16. Para a geração F1 são esperadas que todas as plantas possuam genótipo duplo heterozigoto (100% di-híbrida).
Soma das alternativas corretas:
18. (UFMG) Observe o esquema.
18
Com base nesse esquema e em conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar que:
a) O gene HbA é dominante sobre o gene HbS.
b) Os indivíduos HbA/HbS e HbS/HbS devem apresentar os mesmos níveis de hemoglobina anormal.
c) Os indivíduos que produzem só hemácias anormais podem ser curados por meio de transfusão sanguínea.
d) Um determinado genótipo pode produzir diferentes fenótipos.
19. (UPE) Sobre indivíduos portadores da síndrome de Down, analise as afirmativas abaixo.
I   II
0  0 – Em geral, os portadores apresentam língua protrusa, retardo mental de intensidade variável e malformações cardíacas.
1  1 – Em ambos os sexos, a análise do núcleo interfásico revela a presença da cromatina sexual.
2  2 – A alteração cromossômica, presente nesses indivíduos, pode surgir por uma disjunção irregular do par cromossômico 22, durante a separação dos homólogos na meiose I ou das cromátides irmãs na meiose II, em um dos parentais.
3  3 – Os portadores podem apresentar cariótipo 45 A + XX, quando do sexo feminino, ou 45 A + XY, quando do sexo masculino.
4  4 – Cariotipicamente, os portadores apresentam uma monossomia do par cromossômico 21.
20. (PUC-CAMPINAS) Uma equipe de biólogos obteve dados para estudos de certos caracteres genéticos na população de uma aldeia. Entre esses dados constam os de uma família na qual uma mulher de visão normal, cujo pai é daltônico, casou-se com um homem de visão normal. A probabilidade do nascimento de crianças daltônicas na prole dessa mulher é de:
a) 25% dos meninos.
b) 25% das meninas.
c) 50% dos meninos.
d) 50% das meninas.
e) 75% dos meninos.
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Estudo liga obesidade a memória ruim



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Um pequeno estudo realizado na Grã-Bretanha sugeriu que pessoas obesas podem ter memória pior do que as magras.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge realizaram testes em 50 pessoas e identificaram relação entre sobrepeso e pior "memória episódica", a habilidade de lembrar experiências passadas.
O estudo foi publicado na revista especializada Quartely Journal of Experimental Psychology. O trabalho afirma que uma memória menos intensa de refeições recentes pode levar a pessoa a comer em excesso.
No entanto, outros aspectos da memória, como conhecimento geral, não foram afetados.
Experiências anteriores em ratos já mostraram que excesso de peso afeta o desempenho em testes de memória, mas estudos em humanos eram inconclusivos até o momento.
As experiências em Cambridge analisaram a memória episódica, a que leva a pessoa a lembrar do cheiro de uma xícara de café ou do tato no momento em que segura a mão de outra pessoa.

Metodologia

Para a experiência, os cientistas recrutaram 50 pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) variando de 18 (considerado saudável) a 51 (muito obeso).
Nos testes, participantes ficavam em frente à tela de um computador e tinham que "esconder" objetos em momentos diferentes e em cenas distintas que apareciam na tela.
Depois eles tinham que lembrar o que haviam escondido, quando e onde.
O índice de acerto entre pessoas obesas foi 15% mais baixo do que entre as magras.
"O que estamos sugerindo é que um IMC mais alto reduz de alguma forma a vivacidade da memória, mas eles (os obesos) não estão tendo brancos ou amnésia", disse à BBC Lucy Cheke, da Universidade de Cambridge.
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Image captionSegundo pesquisadores, obesos podem não ter uma memória tão vívida das refeições passadas.
"Mas se eles têm uma memória mais fraca de uma refeição recente, com um impacto menor em suas mentes, então eles podem ter uma habilidade menor de regular o quanto vão comer depois."

Fome e memória

Os hormônios ligados à fome têm um papel muito importante na quantidade de comida que consumimos, mas cientistas já reconhecem que a memória também tem sua importância no processo.
Pesquisas já indicaram, por exemplo, que pessoas que assistem televisão enquanto se alimentam comem mais ou sentem fome mais rápido depois de comer.
E que pessoas que sofrem de amnésia acabam fazendo várias refeições em um período curto de tempo.
"Ainda é muito cedo para falar em conselhos (para a população), mas certamente estamos começando a observar os mecanismos que a obesidade usa para se perpetuar", disse Cheke.
"Concentrar-se no que você está comendo já é uma mensagem (para as pessoas) há muito tempo, mas pode ser um pouco mais difícil se você está acima do peso. Esperamos que, sabendo o que está acontecendo, possamos desenvolver formas de ajudar as pessoas", concluiu a pesquisadora.

As crianças que vivem com as doenças mais raras do mundo



Janie Torrance
Image captionDylan foi diagnosticado com uma mutação muito rara em um de seus cromossomos (foto: Janie Torrance)
O dia 29 de fevereiro é o Dia da Doença Rara e, para marcar a data, a BBC entrevistou três famílias que convivem com casos assim.
Uma é a dos Torrances, na Grã-Bretanha.
O filho mais novo, Dylan, hoje com 12 anos, foi diagnosticado com uma mutação no 15º cromossomo, a trissomia parcial 15, doença que afeta apenas 19 pessoas em todo o mundo - mas ele é o único com esse defeito no cromossomo específico.
A mãe de Dylan, Janie Torrance, diz que ficou "feliz" de certa forma quando o filho finalmente foi diagnosticado pois "ninguém sabia o que era".
O problema é tão raro que sequer tem um nome. O diagnóstico dado à família foi apenas uma descrição do que aconteceu no cromossomo de Dylan.
"A primeira coisa que você tenta fazer é encontrar outra pessoa com isso – e quando falaram que ninguém mais tinha, foi um golpe", disse Janie.
Cada pessoa tem 23 pares de cromossomos. No 15º cromossomo de Dylan um dos componentes do par é mais longo.
Por causa disso, Dylan não consegue falar, tem epilepsia grave e usa cadeira de rodas.
Jaine disse que teve uma gravidez normal; mas que o bebê não demonstrava vontade de se alimentar e que seus movimentos eram descoordenados.
Janie Torrance
Image captionQuando ele se sente bem, Dylan frequenta uma escola especial (Foto: Janie Torrance)
A mãe afirmou que foi preciso muita insistência da família para conseguir um exame genético que confirmasse a doença - o que só ocorreu quando o menino estava com três anos.
"Sou otimista em relação à vida. Olho para Dylan e penso 'como posso reclamar sobre minha situação quando meu filho passa por isso todo dia?' Ele é tão positivo."
"Por enquanto não há cura, mas espero que alguém muito inteligente consiga descobrir algo", acrescentou.
Apesar dos cuidados constantes com Dylan, a família tenta manter uma vida o mais normal possível. Jaine trabalha um dia por semana como cabeleireira e vai à academia, além de garantir que o filho mais velho, Callum, de 14 anos, possa ir a escola normalmente.
Dylan também tem a agenda cheia: recebe cuidados no centro para crianças Haven House, em Essex, e também frequenta uma escola especial quando sua saúde permite.
Janie Torrance
Image captionA família Torrance celebrou o 12º aniversário de Dylan nove anos depois de ele ser diagnosticado (Foto: Janie Torrance)
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Dia da Doença Rara

O Dia da Doença Rara é uma chance para aumentar a conscientização a respeito das 60 milhões de pessoas no mundo todo afetadas por cerca de 6 mil doenças consideradas raras.
Nick Meade, da organização britânica especializada nestas doenças, a Rare Disease UK, afirmou que ao menos uma em cada 2 mil pessoa sofre destas doenças no mundo.
O baixo número de pacientes pode ter um impacto no desenvolvimento de tratamentos e frequentemente não há nenhuma opção a não ser os cuidados paliativos.
"Se você tem apenas 50 pessoas com um problema, então a pesquisa sobre esta doença é muito mais difícil, pois você tem menos pessoas para pesquisar. A busca por um diagnóstico pode durar até 20 anos", afirmou.
Segundo a campanha Rare Disease Day uma doença rara é definida como um problema que afeta menos que uma a cada 2 mil pessoas.
E cerca de 80% das doenças raras têm origem genética. Enquanto que outras são resultado de infecções, alergias e causas ambientais.
Frequentemente não há cura e 30% dos pacientes que sofrem destas doenças vão morrer antes de chegar aos cinco anos de idade.
Não há um banco de dados central que tenha uma lista de cada uma das doenças consideradas raras.
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'Infecção viral'

Em 2008 a menina Husna Naee, então com cinco anos, foi levada ao hospital pelos pais que temiam ter "perdido a filha durante a noite".
"Ela ficou mal com uma infecção viral, foi ao hospital para ser tratada pelo que nós pensávamos ser desidratação e saiu de lá dez dias depois em uma cadeira de rodas e tendo esquecido até como segurar um lápis", disse Rahna Nabi, mãe de Husna.
A menina foi diagnosticada com a Ataxia de Friedreich, que causa dano progressivo ao sistema nervoso e ao coração, faz com que a pessoa perca a mobilidade, visão e audição. Husna também sofre de diabetes e Síndrome de Asperger.
"Não há nada pior do que alguém te falar que sua filha vai morrer lentamente, na sua frente", disse Rahna.
Foto: Rare Disease UK
Image captionA organização Rare Disease UK fez eventos em toda a Grã-Bretanha para conscientizar o público sobre estas doenças (Foto: Rare Disease UK)
"Nos falaram que o estado de Husna se deteriorará gradualmente; ela não vai conseguir usar as pernas e braços, ficará cega, surda, perderá a habilidade de comer, engolir e falar - até ficar completamente incapacitada. Não havia nada que nós ou qualquer outra pessoa pudessem fazer, pois não há uma cura", acrescentou.
Rahna afirma que a filha é "muito determinada e animada", mas acrescenta que as tarefas mais simples são uma "luta" e Husna, hoje aos 16 anos, compreende o que está acontecendo com ela.
A situação, segundo Rahan, é como uma "nuvem escura em cima de nossas cabeças".
Um dos maiores problemas, de acordo com a mãe de Husna, é para os irmãos: um mais velho e outro mais jovem. Eles passaram por um período de "luto" pela irmã que conheceram e agora eles tentam criar memórias positivas dela.
"Houve muita tristeza pois uma doença rara significa que você perde a filha que pensou que iria ter. Literalmente não há nada que você possa fazer a não ser tentar deixá-la o mais feliz possível", afirmou Rahna.
A mãe afirma que a família agora tenta se concentrar nas coisas que Husna consegue fazer e não no que ela perdeu. E acrescenta que a fé muçulmana os ajudou muito.

Coma

Alea Begum
Image captionAlea Begum conta que a filha não tinha sintomas até completar um ano de idade (Foto: Alea Begum)
Alea Begum, de Londres, teve a filha, Khadija, diagnosticada com acidúria argininosuccínica quanto tinha apenas um ano de idade.
A doença provoca o acúmulo de amônia no sangue, o que pode torná-lo tóxico e afetar o sistema nervoso.
Para os pais, Khadija parecia saudável até que completou um ano de idade e seu estado de saúde foi se deteriorando.
"Ela estava vomitando então a levei para o hospital onde a colocaram em coma por duas semanas quando descobriram que o cérebro dela começou a inchar", disse Alea.
"Quando ela voltou, eles falaram que a parte de trás do cérebro tinha sido danificada, e que ela tinha perdido a visão."
"Foi difícil, muito difícil, aceitar pois ela nasceu normal e então, um dia, tudo mudou", disse.
Além de perder a visão, Khadija teve danos permanentes no cérebro e epilepsia, além de ter atraso no desenvolvimento.
A doença teve impacto na saúde mental da mãe, que passou a receber acompanhamento psicológico.
"Eu estava deprimida, tomando remédios e tinha todas estas lembranças. Como mãe dela eu me culpava. Até hoje, todo dia 5 de março, quando ela foi internada, é como um aniversário e eu tenho uma recaída."
AFP
Image captionKhadija brinca com o irmão mais velho, Ismail
"Pensamos muito sobre o futuro dela - ela vai se casar, ter filhos? Ela é capaz de estudar ou ir para a universidade?", questionou.
Com cinco anos de idade Khadija é "feliz", estuda em uma escola comum onde aprende em braille. A mãe conseguiu se qualificar como conselheira psicológica e agora apoia outras famílias através da organização Scope.
"Quando aconteceu, eu não conhecia ninguém com este problema, então é bom estar na posição de ajudar. Vejo famílias devastadas e quero dizer a elas 'em dois anos vocês estarão de pé'. Pensei que fosse perder minha filha, mas vou lutar com todas as minhas forças", afirmou.

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